Há alguém que
não seja tão pecador?

Nós ouvimos muito esta expressão:
“Eu não mato, não roubo, não fumo. Sou uma pessoa boa e não pecadora.”

Não discuto q algumas pessoas são cumpridoras de suas obrigações, mas isto não as livra de serem pecadoras, pois, todo o gênero humano o é.

O texto sagrado fala em Tg 2,10s:
“10 Porque quem quebra um só mandamento da lei é culpado de quebrar todos.
11 Pois o mesmo que disse: “Não cometa adultério” também disse: “Não mate”. Mesmo que você não cometa adultério, será culpado de quebrar a lei se matar.
12 Falem e vivam como pessoas que serão julgadas pela lei que nos dá a liberdade.
13 Quando Deus julgar, não terá misericórdia das pessoas que não tiveram misericórdia dos outros. Mas as pessoas que tiveram misericórdia dos outros não serão condenadas no Dia do Juízo Final.”

E Rom 3,9 diz:
9 Então será que nós, os judeus, estamos em melhor situação do que os não-judeus? De modo nenhum! Já mostrei que todos, judeus e não-judeus, estão debaixo do poder do pecado.

N lição anterior vimos que todos fomos alcançados pelo pecado. Portanto por si só ninguém é capaz de se livrar dele. N]ao adianta se achar bom ou praticar a beneficência. Não é suficiente, leia Tito 1,16:
16 Eles dizem que conhecem a Deus, mas o que eles fazem mostra que isso não é verdade. Estão cheios de ódio, são rebeldes e não são capazes de fazer nenhuma coisa boa.

As vítimas do pecado.

O pecado fez a sua primeira vítima o próprio autor que, no lugar de reverenciar a Deus sente medo dele ´por que sabe que desobedeceu a lei divida.
Gn. 3,10: - “10 O homem respondeu: — Eu ouvi a tua voz, quando estavas passeando pelo jardim, e fiquei com medo porque estava nu. Por isso me escondi.”

Com o passar do tempo, aumenta a resistência da pessoa em fazer o bem, crescendo a inclinação para o mal.

Ditado popular: “O que não presta se aprende rápido”.

O próprio apóstolo Paulo disse em Rom 7,19s:
19 Pois não faço o bem que quero, mas justamente o mal que não quero fazer é que eu faço.
20 Mas, se faço o que não quero, já não sou eu quem faz isso, mas o pecado que vive em mim é que faz.
21 Assim eu sei que o que acontece comigo é isto: quando quero fazer o que é bom, só consigo fazer o que é mau.
22 Dentro de mim eu sei que gosto da lei de Deus.
23 Mas vejo uma lei diferente agindo naquilo que faço, uma lei que luta contra aquela que a minha mente aprova. Ela me torna prisioneiro da lei do pecado que age no meu corpo.

Qdo não se luta contra o pecado, ele domina nossas vidas cada vez mais, como uma doença que cobre todo nosso corpo. Impregnados pelo pecada não é Deus que se afasta de nós. Nós é que temos o coração endurecido pelo pecado nos afastamos dele.

Vejamos a oração de Jeremias 14,7:
7 O meu povo disse: “Ó SENHOR Deus, os nossos pecados nos acusam, mas pedimos que nos ajudes como prometeste. Muitas vezes, nos afastamos de ti e contra ti temos pecado”.

Quando nos deixamos levar pelo pecado, os pensamentos que povoam nossa cabeça não são nada bons> Veja em Mc. 7,20-23:
20 Ele continuou: — O que sai da pessoa é o que a faz ficar impura.
21 Porque é de dentro, do coração, que vêm os maus pensamentos, a imoralidade sexual, os roubos, os crimes de morte,
22 os adultérios, a avareza, as maldades, as mentiras, as imoralidades, a inveja, a calúnia, o orgulho e o falar e agir sem pensar nas conseqüências.
23 Tudo isso vem de dentro e faz com que as pessoas fiquem impuras.

As vitimas como vimos somos nós mesmos.

Pecar ou não, também
é uma questão de escolha.

Hoje em dia, quase todos os segmentos sociais têm um estatuto que lhes garantam direitos e liberdade.

Se a liberdade é muito apreciada pelo ser humana Deus também aprecia.
2 Cor.3,17b diz: “...E onde o Espírito do Senhor está presente, aí existe liberdade.”

Crianças, adolescentes, jovens, adultos querem liberdade.

No inicio Deus estabeleceu alguns limites para que a vida das pessoas fossem, de fato, livres. Estes limites sempre foram muito bem definidos por Deus para que todos soubessem o que era melhor. Deus jamais foi desonesto com o gênero humano sempre deixou bem clara a sua vontade.

Veja este exemplo o que Dt. 30,19 diz:
“19 Neste dia chamo o céu e a terra como testemunhas contra vocês. Eu lhes dou a oportunidade de escolherem entre a vida e a morte, entre a bênção e a maldição. Escolham a vida, para que vocês e os seus descendentes vivam muitos anos.”

A liberdade de escolha era garantida.

Já afirmamos que todos dos herdamos o pecado de nossos pais. Não podemos mudar isto é bem verdade, mas continuar nele será uma questão para o nosso discernimento, ou seja, eu e você podemos escolher o que fazer. Temos liberdade para decidir e responsabilidade para assumirmos o que vem depois, benção ou maldição.

Veja Tg. 4,17: “17 Portanto, comete pecado a pessoa que sabe fazer o bem e não faz.”

Ausência de humildade e solidariedade
= presença de pecado.

Na lição anterior também apontamos para outro aspecto somos iguais quanto a herança do pecado.

Então porque muitos de nós temos um ar de superioridade? A resposta e bem simples, o pecada incha a consciência das pessoas. Não escutam o que diz na escritura: Fp.2,3:
“3 Não façam nada por interesse pessoal ou por desejos tolos de receber elogios; mas sejam humildes e considerem os outros superiores a vocês mesmos.”

Não somos solidários e seria bom se fossemos. Veja Mt.5,7:
7 — Felizes as pessoas que têm misericórdia dos outros, pois Deus terá misericórdia delas.

O fato de estarmos na igreja não garante que determinados aspectos da vida cristã já esteja incluídos em nosso ser. Veja o conselho que o apóstolo deu ao jovem Timoteo no capitulo 4,114s:
“12... Não deixe que ninguém o despreze por você ser jovem. Mas, para os que crêem, seja um exemplo na maneira de falar, na maneira de agir, no amor, na fé e na pureza.”

Se não vivermos assim, vivemos no pecado.

Estabelecendo um novo e corajoso estilo de vida.

O que vemos nos meios de comunicação é a tentativa de impor aos jovens como vocês o estilo “Liberou Geral”, anunciando que nada mais é pecado.

Cuidado! Já lemos esta história (Gen. 3).Volte e veja.

A astúcia maligna é a mesma só mudam as palavras e as datas.

Ma se a questão é o estilo, que tal o estilo oferecido por Deus?

Estilo “Santificando”. O Breve Catecismo na pergunta 35 – Que é santificação? – “responde:” Santificação é a obra da livre graça divina, pela qual somos renovados em todo nosso ser, segundo a imagem de Deus, habilitados a morrer cada vez mais para o pecado e a viver em retidão. ”

Além disso, Paulo faz um apelo Rom. 12,1-2:
“1 Portanto, meus irmãos, por causa da grande misericórdia divina, peço que vocês se ofereçam completamente a Deus como um sacrifício vivo, dedicado ao seu serviço e agradável a ele. Esta é a verdadeira adoração que vocês devem oferecer a Deus.
2 Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele.

A Confissão de Fé de Westiminster - cap. XIII, inciso I, diz:
“Os que são eficazmente chamados e regenerados, tendo criado em si um novo coração e um novo espírito, são, além disto, santificados rela e pessoalmente, pela morte e ressurreição de Cristo, pela sua palavra e pelo seu Espírito, que neles habitam e o domínio do corpo do pecado é neles todo destruído , as suas várias concupiscências são mais e mais enfraquecidas e modificadas , e eles são mais e mais vivificados e fortalecidos em todas as graças salvadoras, para a prática da verdadeira santidade sem a qual ninguém verá a Deus”.

Deus sabe que você pode ser este exemplo e você deve acreditar nisso também.